sábado, 29 de abril de 2017
5 lições dos gigantes da estratégia Bill Gates, Andy Groove e Steve Jobs
David Yoffie e Michael Cusumano são importantes nomes na estratégia empresarial, principalmente na área tecnológica. Estiveram presentes por décadas em importantes conselhos diretivos no vale do silício. Ambos têm diversos livros lançados e um vasto repertório no mundo da tecnologia e dos negócios. No livro "Gigantes da Estratégia" os autores buscam identificar as habilidades que os gigantes da tecnologia, Bill Gates, Steve Jobs e Andy Grove tinham em comum e como eles administraram tantos altos e baixos e foram bem sucedidos. Yoffie escreveu 40 casos para o Harvard Business Review, sendo como temas recorrentes, estratégia empresarial e análises sobre a Intel, Microsoft e Apple.
Os autores estruturam a tomada de decisão em 5 principais lições estratégicas deixadas por Andy Groove, Bill Gates e Steve Jobs, são elas: 1) olhe para o futuro, raciocine no presente; 2) aposte alto, sem apostar a empresa; 3) construa plataformas; 4) explore a influência e o poder; 5) molde a organização em torno de sua âncora pessoal.
1 – Olhe para o futuro, raciocine no presente; os 3 líderes tinham uma capacidade muito sofisticada de analisar o futuro, mas o que os diferenciava era a capacidade de construir uma elaborada estratégia para pôr essa visão em prática. Olhar para o futuro é fundamental para empreendedores, pois o presente está sempre por um fio, basta um novo entrante e tudo pode ir por água abaixo. Então o empreendedor precisa ter visão para pensar o futuro, mas uma grande energia e inteligência tática para colocar a estratégia de longo prazo em prática no dia de hoje. A estratégia só faz sentido se existir execução; precisa existir uma confluência entre estratégia e tática.
2 – Aposte alto sem apostar a empresa; uma empresa é um organismo vivo e muito delicado, uma má gestão ou um passo agressivo sem resguardar-se pode causar profundos danos à empresa, quando não, a falência. É preciso apostar alto e ser sonhador, mas para realizar essa visão o preço não pode ser apostar toda a empresa, pois um erro poderá resultar em quebra. Por um sonho ou uma visão muitos empreendedores colocam tudo em risco, não ponderam sobre questões financeiras entre outras e o resultado muitas vezes pode ser uma falência seguida de gigantescas dívidas.
3 – Construa plataformas; os 3 líderes criaram grandes plataformas em suas indústrias e o resultado foi a solidez da empresa. Plataformas colocam mais braços a favor da empresa, pois uma plataforma pode receber diversos complementos de outras empresas. Imagine o Windows da Microsoft, uma grande plataforma que permite a construção de inúmeros softwares, ou a Apple Store que inaugurou uma visão poderosa com os apps e sua abertura para o mercado de desenvolvimento. A beleza da plataforma está no efeito networking, um efeito bola de neve que coloca muitos novos jogadores em campo, onde eles criam e sustentam a plataforma.
4 – Explore a influência e o poder; os autores apresentam duas formas de impor uma estratégia de influência e poder: o sumô e o judô. No sumô se faz pressão pelo peso e força, nele o concorrente vai ser massacrado. Tem uma negociação lendária entre Bill Gates e Steve Case CEO da AOL, onde Bill Gates para defender sua tese apresentou o seguinte argumento: “Posso comprar 20%, você inteiro ou entrar pessoalmente nesse negócio e enterrar você”. Esse é o jeito sumô de fazer negócios, é utilizar seu poder, seja qual for a origem, para pressionar e conseguir o acordo desejado. Do outro lado existe o judô, que busca por movimentos inteligentes utilizar a força do oponente para ganhar. Para exemplificar o judô temos Steve Jobs, que para entrar no universo da música com o iPod, fez acordos muito específicos com as principais labels, e por fazer um papel de pequena empresa e sem força na música, as gravadoras não se importaram muito, naquele momento a Apple era inofensiva no universo musical. Jobs usou a desvantagem de tamanho naquele mercado para conseguir um acordo interessante para Apple, o que em poucos meses se tornaria o pesadelo das gravadoras pelo sucesso e poder da Apple.
5 – Molde a organização em torno de sua âncora pessoal; todos temos um ponto forte e a ideia aqui é moldar a organização com base nele. Alguns é a disciplina, outros a criatividade, a visão estratégica, e dessa forma a cultura da organização vai sendo moldada através da sua maior contribuição. Aquilo que fazemos melhor, nossa âncora pessoal, é a habilidade que podemos atingir uma alta performance com mais facilidade, e é por isso que essa visão estratégica é importante. Ao invés de diluir sua energia e esforços em vários campos, muitos deles na qual não tem afinidade ou desejo de dominar, nosso esforço passa a ser voltado àquilo que nos é mais natural.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
A ansiedade pelo sucesso
A velocidade das mudanças tecnológicas e científicas não garantem que o certo de hoje será o melhor de amanhã | Crédito: Pexels
Num momento de tantas informações e oportunidades ao alcance de um clique, fazer as escolhas adequadas e focar no planejamento da carreira pode parecer fácil, porém, não o é. Até bem poucos anos a escolha de uma profissão era algo definitivo. O ingresso numa universidade e a decisão da carreira garantia a estabilidade no mundo corporativo de passos lineares.
Estamos na era digital e já há quem diga que, no final dela, para as novas gerações o digital já é o óbvio. Um mundo globalizado, com novos paradigmas, que abrem as portas para infinitas oportunidades. Tudo se torna possível. Basta fazer as escolhas corretas. Qualquer janela é uma chance, uma passagem rumo a um destino próspero. Vendo dessa perspectiva, tudo está ao alcance das mãos. Porém como escolher em meio a tantas promessas irresistíveis de carreira? Como ser assertivo? Como progredir? Com tantas ofertas e possibilidades o planejamento de carreira deixa de ser linear.
A velocidade das mudanças tecnológicas e científicas não garantem que o certo de hoje será o melhor de amanhã. São muitas alternativas e poucas certezas. O universo virtual traz a sensação de multiplicidades de escolhas e com elas vem um senso de urgência. É preciso ingressar na carreira, ser promovido, liderar, tudo na velocidade dos games. A questão desafiadora é que na vida real existe um “delay” se comparado ao virtual. Entre o que parece possível e o de fato atingível existe um gap. Na mente virtual tudo está dado, pronto. A vida real pede a tal da experiência, o passo a passo que só se aprende vivenciando. É preciso seguir protocolos, regras, burocracias e hierarquias.
No cenário real, o que fazer com a expectativa de conquistas a curtíssimo tempo? Já que sabemos ser esse um grande fator para o desengajamento nas corporações. Pesquisas demonstram que o maior índice de insatisfação e desligamentos nas empresas é a falta de perspectiva de plano de carreira. Se por um lado é preciso correr para ocupar os cargos mais altos em curtíssimo prazo, por outro lado, quando esse cenário não parece oportuno, vem a desistência.
É preciso ter cuidado com a matemática da urgência ao invés de simplesmente mudar de empresa rumo a uma possível escalada galopante. É imprescindível entender o que é necessário que seja modificado internamente. É importante compreender quais limitações e impedimentos internos e também externos precisam ser revistos. As limitações internas podem ser algumas inseguranças, crenças limitadoras, valores contraditórios, entre outras tantas. Os impedimentos externos são a ausência de conhecimentos específicos, falta de alianças, problemas na comunicação, etc. No entanto, na maioria das vezes em que se tem a percepção do que é necessário rever internamente, isso resulta em mudanças de comportamentos e no desenvolvimento de novas habilidades e saberes.
Não é só o iniciante que enfrenta os desafios das escolhas. Muitos profissionais de ponta e financeiramente bem estabelecidos se veem diante de questionamentos internos sobre o que fazer nos próximos muitos anos de suas vidas. Rever periodicamente o que energiza profissionalmente e pessoalmente são fatores importantíssimos para se manter em alta performance. Nesse sentido é relevante estar disposto a se reinventar em diversos momentos da carreira. É preciso coragem para reconhecer que não se conhece o todo. Um profissional, por maior maturidade e destaque que tenha no contexto já estabelecido, quando começa algo novo, inevitavelmente terá que desenvolver outras habilidades a partir do estágio básico de aprendizagem. Essa qualidade de inovar, de ter humildade e disposição para aprender o inédito pode garantir o frescor, a qualidade, a alegria, a saúde e a possibilidade de experimentar muitas carreiras brilhantes numa mesma vida.
Como pesquisadora do comportamento e valores humanos, acredito que alguns fatores podem fazer total diferença numa escalada progressiva e bem-sucedida de carreira. Conhecer as novas tendências é um deles.
Pesquisas apontam o eminente surgimento de mudanças tecnológicas com crescimento exponencial e capacidade de alterar radicalmente o modo de vida ao qual estamos inseridos nesse início de século. Diante do que já é e de tudo que está por vir, penso que quanto maior a integração do ser humano com seus reais valores, suas principais habilidades humanas e com o seu verdadeiro propósito de vida, maiores serão os benefícios e oportunidades de uma carreira bem-sucedida. Nesse cenário é importante encontrar bem-estar e equilíbrio emocional, conjugal, espiritual, familiar, social, intelectual e de lazer.
Diante das perspectivas, não é possível dizer de forma lógica e precisa o que será necessário fazer para garantir o sucesso no planejamento da carreira. Mas o certo é que ter excelência naquilo que se faz é e será sempre um dos principais ingredientes em qualquer tempo ou lugar.
Líderes inspiradores servem como modelo em qualquer etapa do planejamento de carreira. Ensinamentos que podem fazer a diferença entre ser mais um ou ser único em meio a tantos. Líderes inspiradores não visam somente o dinheiro ou bem-estar pessoal. Líderes inspiradores têm em comum propósito e missão. Têm como ambição criar, promover ou impactar em algo que sirva como legado para as próximas gerações. Líderes inspiradores acreditam no poder da abundância e por isso não se prendem às pequenas questões e picuinhas, ao contrário: promovem um ambiente de permanente desafio, atentos ao projeto de vida de seus colaboradores. Oferece feedback constante e sobretudo geram oportunidades, ao qual, sabemos, ser um dos principais aliados na manutenção da equipe e do chamado plano de carreira.
* Este artigo é de autoria de Hilda Medeiros, coach generativa, terapeuta e palestrante
4 FRANQUIAS INUSITADAS PARA VOCÊ FICAR DE OLHO
Várias redes tradicionais marcam presença entre os 480 expositores da ABF Franchising Expo 2015, feira de franquias que ocorre até sábado (27/6) em São Paulo.Também há espaço para negócios, digamos, inusitados.
Talvez eles pareçam um tanto exóticos hoje, mas podem virar tendência daqui algum tempo.
1. Petiscaria pet
1. Petiscaria pet
Quanto mais o tempo passa, mais o mercado de produtos para animais de estimação mostra que "pet também é gente." A novidade do setor na ABF Expo é a Pet Bonosso. A rede, que está sendo oficialmente lançada na feira, é a incursão da Bonosso, fabricante de alimentos para cães e gatos de São José do Rio Preto (SP), no varejo. "Venderemos mais de 150 produtos diferentes", diz Pedro Navarrete, diretor-executivo da marca. Há petiscos de diversas cores e com formas de alimentos variados, como banana, cenoura e até ovo frito. O investimento inicial em uma unidade é de cerca de R$ 130 mil.
2. Fábrica de água mineral
Surgida no México e presente em outros oito países latino-americanos, com 7 mil franqueados, a Água Imaculada chegou recentemente ao Brasil. A franquia oferece uma estação de tratamento de água. Os franqueados podem tratar a água da torneira e vendê-la como água mineral. O investimento na operação é de a partir de US$ 5,2 mil.
Surgida no México e presente em outros oito países latino-americanos, com 7 mil franqueados, a Água Imaculada chegou recentemente ao Brasil. A franquia oferece uma estação de tratamento de água. Os franqueados podem tratar a água da torneira e vendê-la como água mineral. O investimento na operação é de a partir de US$ 5,2 mil.
3. Venda de asfalto
Os franqueados da Único Asfaltos vendem um produto que não é visto nas prateleiras do país: asfalto. Para justificar sua operação, a rede afirma que seu asfalto não é perecível, ao contrário do que normalmente a concorrência oferece, e que há grande demanda pelo material, especialmente para obras municipais. O investimento inicial em uma unidade parte de R$ 153 mil. O faturamento médio mensal de um franqueado é de R$ 230 mil, de acordo com a empresa.
Os franqueados da Único Asfaltos vendem um produto que não é visto nas prateleiras do país: asfalto. Para justificar sua operação, a rede afirma que seu asfalto não é perecível, ao contrário do que normalmente a concorrência oferece, e que há grande demanda pelo material, especialmente para obras municipais. O investimento inicial em uma unidade parte de R$ 153 mil. O faturamento médio mensal de um franqueado é de R$ 230 mil, de acordo com a empresa.

4. Academia elétrica
A feira também tem uma franquia que garante a boa forma com 40 minutos de atividade física por semana. A Tecfit traz um conceito da Hungria para o país: exercícios com um "traje de treino" que emite estimulações elétricas nos músculos. Os impulsos, segundo a Tecfit, potencializariam os efeitos da atividade física. Os treinos são feitos sempre em frente a uma tela, que guia o usuário com relação a que exercícios fazer, e sempre são monitorados por um profissional treinado. Uma operação custa a partir de R$ 300 mil. A meta da empresa é criar grandes "centros de eletroestimulação muscular", com várias estações de treinamento.
A feira também tem uma franquia que garante a boa forma com 40 minutos de atividade física por semana. A Tecfit traz um conceito da Hungria para o país: exercícios com um "traje de treino" que emite estimulações elétricas nos músculos. Os impulsos, segundo a Tecfit, potencializariam os efeitos da atividade física. Os treinos são feitos sempre em frente a uma tela, que guia o usuário com relação a que exercícios fazer, e sempre são monitorados por um profissional treinado. Uma operação custa a partir de R$ 300 mil. A meta da empresa é criar grandes "centros de eletroestimulação muscular", com várias estações de treinamento.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Por que não é a inteligência que vai determinar o seu sucesso
Talento e inteligência não são os únicos indicadores de sucesso, defende psicóloga que é autora de um bestseller sobre o tema
Em maio de 2013, Angela Lee Duckworth apresentou sua teoria sobre o sucesso em uma TED Talk. Ela levou apenas seis minutos para explicar por que a garra (ou grit, em inglês) era fundamental para o sucesso.
Quatro anos, um bestseller e uma bolsa de estudos da Fundação McArthur (conhecida como o “prêmio dos gênios”) depois, a ideia continua ganhando adeptos pelo mundo.
Basicamente, garra é a habilidade pessoal de escolher um objetivo de longo prazo e não abandoná-lo, apesar dos obstáculos e dificuldades que inevitavelmente surgirão no caminho. Isso exige uma mistura intensa de paixão e perseverança. Mas será que essas características podem ser desenvolvidas?
A faísca da pesquisa veio quando a acadêmica tinha 27 anos e começou a ensinar matemática para crianças no sétimo ano. Analisando suas notas, ela percebeu uma relação inusitada entre os melhores desempenhos e inteligência: não eram necessariamente os mais inteligentes ou talentosos que iam bem, e sim os mais determinados.
“Eu tinha plena certeza de que cada um dos meus alunos era capaz de aprender o conteúdo caso se dedicasse tanto quanto necessário”, contou.
A ideia ganhou forma durante seu mestrado em Psicologia na University of Pennsylvania, onde ela é professora atualmente. Foi lá que Duckworth desenvolveu a “escala de grit”, que previa o sucesso de alunos em uma instituição militar ou uma competição de soletração, por exemplo, ambos cenários bastante desafiadores.
“Minha pergunta era: ‘Quem aqui é bem sucedido e por quê?’”, lembra. “Em diferentes contextos, uma característica se destacou como um indicador significativo de sucesso – e não foi a inteligência social, a boa aparência, a saúde física ou o Q.I. Foi a garra.”
Garra e growth mindset
Para começar, é preciso ser realista. A psicóloga diz que é impossível obrigar-se a se interessar por algo que você não se interessa, mas ao ativamente buscar e aprofundar seus interesses, é possível criar garra para se aprimorar naqueles assuntos.
Para começar, é preciso ser realista. A psicóloga diz que é impossível obrigar-se a se interessar por algo que você não se interessa, mas ao ativamente buscar e aprofundar seus interesses, é possível criar garra para se aprimorar naqueles assuntos.
Essa garra, assim como um sentimento de esperança ou resiliência, vai mantê-lo no caminho mesmo quando surgirem inevitáveis contratempos.
Um dos jeitos que Duckworth oferece para desenvolvê-la na prática é saber mais sobre a mentalidade de crescimento, ou growth mindset.
Desenvolvido por Carol Dweck, uma professora da Stanford University, esse conceito afirma que, ao aprender como o cérebro humano funciona e responde a desafios, o indivíduo tem uma probabilidade maior de perseverar depois de um fracasso porque entende que aquilo não é uma falha pessoal ou permanente.
“Em um estudo, ensinamos às crianças que todas as vezes que elas se forçam a sair de sua zona de conforto para aprender algo novo e difícil, os neurônios em seus cérebros conseguem formar conexões novas e mais fortes, e com o tempo, elas podem ficar mais espertas”, explicou Dueck.
“Estudantes que não aprenderam a cultivar essa mentalidade continuaram a apresentar notas cada vez mais baixas, mas aqueles que aprenderam essa lição deram um grande salto.”
Quando o significado de esforço e dificuldade é transformado, como é o caso da mentalidade de crescimento, as dificuldades servem como estímulos – e fortalecem o sentimento de garra.
Garra, no fim, é saber manter-se resiliente apesar dos obstáculos, sejam eles externos ou internos. “É viver a vida como se fosse uma maratona, não uma simples corrida”, resume Duckworth. Sem isso, objetivos ambiciosos e de longo prazo simplesmente não serão atingidos, pois a pessoa não saberá se manter firme ao persegui-los.
- Este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal de carreira da Fundação Estudar
18 modelos de currículo para baixar e preencher
Escolha o modelo de currículo que melhor se adapta ao seu contexto profissional, faça o download e preencha com suas informações
1. Escolha o modelo e preencha
(Thinkstock/ mitja2)São Paulo – A primeira função de um currículo é instigar o recrutador a chamá-lo para uma entrevista de emprego. A segunda função é servir como roteiro da conversa na etapa presencial do processo seletivo. Em qualquer um destes dois momentos, o currículo pode abrir ou fechar as portas de uma oportunidade de trabalho, segundo Lucas Nogueira, gerente sênior da Robert Half. “Fique atento para não cometer erros gramaticais, de digitação ou de informação, que podem causar má impressão. Não minta, pois, se o recrutador descobrir, provavelmente, ficará em dúvida sobre a veracidade dos demais dados no currículo”, diz o especialista. Objetividade também é regra geral do bom currículo: duas páginas bastam até para o mais experiente dos profissionais. O ideal é deixar algumas informações para conversar durante a entrevista e surpreender positivamente o recrutador, segundo Larissa Meiglin, assessora de carreira da Catho. “É importante saber selecionar o que vai entrar no currículo de modo a chamar a atenção do recrutador”, diz ela. Para ajudar profissionais, selecionamos modelos para diferentes perfis e fases de carreira. Escolha, nas fotos, o que melhor se adapta ao seu contexto profissional e baixe os modelos nos links.2. Estudante
(Reprodução)Faça o download do modelo da Robert Half Por que usar este modelo? O formato é indicado para candidatos a estágio e/ou primeiro emprego. A recomendação é de Lucas Nogueira, gerente senior da Robert Half. Aqui, todo o destaque vai para a formação acadêmica - o elemento que mais interessa aos recrutadores de estudantes ou profissionais em sua primeira aventura no mercado de trabalho. Saiba mais: Estágio para jovens - Educar para Crescer.3. Estagiário
(Reprodução)Faça o download do modelo da STATO Por que usar este modelo? Esta é outra boa opção para quem está começando sua trajetória profissional. Segundo Telma Mantovani, diretora de transição de carreira da STATO, o diferencial deste modelo é o destaque para área de interesse, formação e idiomas. “No campo de informações adicionais pode constar trabalho voluntário, uma possível porta de entrada para empresas que tenham uma área de responsabilidade social forte”, diz Telma.4. Trainee
(Reprodução)Faça o download do modelo da CathoPor que usar este modelo: No campo resumo das qualificações há espaço para falar sobre as aptidões e as habilidades adquiridas e adequadas à área de interesse. Graduação e vivências internacionais podem justificar as competências, além de experiências profissionais. “É neste campo que o profissional vai vender o seu peixe e explicar por que deve ser contratado para o cargo”, diz Larissa Meiglin, assessora de carreira da Catho. Muitas vezes o trainee já tem alguma experiência. “Pode não ser relacionada à área, mas mesmo assim é um diferencial”, diz Larissa. No campo experiência profissional vale colocar experiência em empresa júnior e trabalhos informais, desde que haja um contato para referências. Erros comuns, segundo a especialista, ocorrem na especificação do nível de proficiência, que deve ser ancorada em testes formais e também no campo de vivência internacional. “ Muitas pessoas querem contar toda a história da experiência no exterior. O ideal é apenas mencionar brevemente a escola ou a empresa, o país, o período e deixar para conversar na entrevista”, diz.5. Estagiário ou trainee
(Reprodução)Faça o download do modelo da Cia de TalentosPor que usar este modelo: para apostar na objetividade. Enxuto, este modelo dá mais destaque à formação acadêmica e ao domínio de idiomas, posicionados à frente do campo de experiência profissional. Para trainees há a possibilidade de destacar cursos de pós-graduação e especializações realizadas. Também há espaço para valorizar atividades extracurriculares como trabalho voluntário, organização de eventos na universidade, cursos e participação em workshops.6. Posições iniciais
(Reprodução)Faça o download do modelo da Produtive Por que usar este modelo? Se você está começando a sua trajetória profissional, esta disposição das informações é a mais indicada para você, segundo Francis Nakada, consultor da Produtive. Isso porque o modelo ajuda a explorar estágios, intercâmbios, cursos complementares, eventos e palestras - tudo que possa já indicar uma possível área de interesse do jovem candidato. Informações adicionais, como trabalhos voluntários, também têm espaço garantido neste template. É importante: os recrutadores costumam usar esses dados para verificar se o perfil do jovem profissional está alinhado à cultura da empresa.7. Posições iniciais - 2
(Reprodução)Faça o download do modelo da Robert Half Por que usar este modelo? Assim como o anterior, este formato é ideal para quem ainda não conta com uma trajetória muito extensa. A configuração é ideal para jovens profissionais porque facilita a visualização das habilidades técnicas e comportamentais, o grande recurso do candidato nesse nível. A recomendação é de Lucas Nogueira, gerente sênior da Robert Half.8. Analista
(Reprodução)Faça o download do modelo da STATO
Por que usar este modelo: Profissionais que pleiteiam posições de analista normalmente têm alguma experiência, mas a formação acadêmica e as responsabilidades técnicas ainda são diferenciais aos olhos do recrutador. Se você se enquadra no perfil, este modelo é vantajoso por dar mais espaço para o passado acadêmico e experiências técnicas do que para os resultados. A indicação é de Telma Mantovani, diretora de transição de carreira da STATO.9. Especialista ou gestor júnior
(Reprodução)Faça o download do modelo da Produtive Por que usar este modelo? De acordo com Francis Nakada, consultor sênior de carreira da Produtive, este template vale para quem está formando sua identidade profissional, isto é, começa a direcionar sua carreira para uma determinada área. Este formato de CV é adequado para essa fase porque tem foco na especialização do profissional, geralmente orientada à sua área de interesse. O modelo também põe em destaque a execução de atividades, além de informar as atribuições e responsabilidades em cada cargo, bem como certificações e cursos relevantes.10. Gerente
(Reprodução)Faça o download do modelo da CathoPor que usar este modelo: para dar destaque, no resumo das qualificações, para o que de mais peso adquiriu na sua trajetória profissional. “Estas informações serão as primeiras lidas pelo recrutador”, diz Larissa Meiglin, assessora de carreira da Catho. Sobre experiência profissional, a especialista indica que sejam informados os 10 últimos anos ou as 5 passagens por empresas mais recentes. “O restante é opcional, pode fazer uma breve menção pata destacar uma promoção, ou uma ascensão rápida”, diz Larissa. Outra dica da assessora de carreira da Catho é que caso a idade do profissional seja omitida, é melhor omitir também o ano de conclusão dos cursos de graduação. “Esta é uma dúvida frequente”, diz. Pretensão salarial, para currículos neste modelo para impressão, só deve entrar no currículo se for uma exigência. “ Não se coloca a pretensão para dar margem de negociação no momento da entrevista”, diz.11. Gerente - 2
(Reprodução)Faça o download do modelo da STATO Por que usar este modelo? Neste patamar, o currículo deve evidenciar pontos como experiências de liderança, responsabilidades, resultados e evolução da carreira. De acordo com Telma Mantovani, diretora de transição de carreira da STATO, a seção de idiomas também merece destaque no CV para o nível de gerência, sobretudo se há a intenção de trabalhar numa empresa multinacional.12. Gerente/diretor
(Reprodução)Faça o download do modelo da FLOWPor que usar este modelo: para destacar pontos fortes e realizações profissionais. A consultoria indica que o candidato informe o que há de mais relevante logo após os dados pessoais. De acordo com a equipe da FLOW, este modelo pode ser utilizado também por gerentes e diretores. Para estes profissionais, é importante destacar que a experiência profissional é mais relevante do que a formação acadêmica, por isso a ordem do modelo deve ser invertida. Outro ponto importante é em relação ao domínio de idiomas. Se não é um ponto forte, melhor deixar a informação no fim do currículo. No campo cursos extras e/ou certificações, formações básicas como Pacote Office não devem entrar no currículo de profissionais que buscam cargos de liderança.13. Gerente/diretor - 2
(Reprodução)Faça o download do modelo da Produtive Por que usar este modelo? Este tipo de CV combina com o momento da consolidação profissional de um executivo. “Nessa hora, é importante que o currículo deixe de transmitir tantas informações da rotina operacional e passe a enfatizar outras questões”, diz Francis Nakada, consultor sênior de carreira da Produtive. Por isso, o foco aqui está nos dados gerenciais, como budget, faturamento, gestão de equipe (direta ou indireta), relatórios e estruturação de projetos. Também vale a pena destacar resultados, como redução de custos e otimização da receita, além de explicitar as áreas que já estiveram sob a sua responsabilidade.14. Muita experiência
(Reprodução)Faça o download do modelo da Robert Half Por que usar este modelo? De acordo com Lucas Nogueira, gerente senior da Robert Half, este formato é mais adequado para quem que já acumulou diversas vivências profissionais e acadêmicas. A principal vantagem do modelo, diz Nogueira, é permitir agrupar as diversas passagens do candidato em blocos. “É uma forma organizada, clara e objetiva de mostrar a sua ampla experiência”, explica ele.15. CEO
(Reprodução)Faça o download do modelo da Produtive Por que usar este modelo? O currículo do CEO normalmente é enxuto e objetivo, pois o executivo que alcançou esse patamar não precisa se apegar a longas descrições, afirma Francis Nakada, consultor sênior de carreira da Produtive. A sugestão do especialista é destacar as principais ações que trouxeram impacto para a empresa, tais como histórico de fusões ou aquisições, estratégia e planejamento de negócios e resultados.16. CEO/ Gestão geral
(Reprodução)Faça o download do modelo da STATO Por que usar este modelo? Outra alternativa para presidentes de empresa é este modelo, ainda mais enxuto. Aqui as atividades desempenhadas pelo profissional se concentram no resumo do currículo. O objetivo é evitar repetições, já que as responsabilidades exercidas nas últimas empresas em que o executivo trabalhou podem ser um pouco parecidas, explica Telma Mantovani, diretora da STATO.17. CEO/diretor de negócio
(Reprodução)Faça o download do modelo da STATO Por que usar este modelo? O currículo de um presidente é bastante peculiar, diz Telma Mantovani, diretora da STATO. A ênfase deste formato vai para realizações e entregas importantes. “Entende-se que o executivo já tenha passado por experiências em diversas áreas, então é muito comum que o documento tenha apenas uma página”, diz a especialista.18. Carreira acadêmica
(Reprodução)Faça o download do modelo acadêmico
Por que usar este modelo: para destacar a formação e as realizações acadêmicas, além de títulos e experiência relacionada ao ensino. O modelo está disponível no Office 2013. O fio condutor do documento é a cronologia das formações (graduação, mestrado, doutorado), títulos e experiências profissionais.
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